sexta-feira, dezembro 31

Ela não se conforma como o ano passou rápido, como essa é a última noite...Acende a luz, pega o caderno e a caneta e começa:
"O que foi esse ano?
Aaaah! Quero fugir, sumir!
Mas sei que quanto mais evito, mais mergulho nas mesmas sensações, nas mesmas dúvidas...
E o que eu quero? E tudo que aconteceu? Tinha que ser assim?
Me perco nas lembranças de 1 ano! O que é UM ano, quando se tem dezoito desses e mais sabe-se lá quantos pela frente?
Deito, mas não consigo fechar os olhos. Pela janela, imagino o lindo mundo lá fora e eu aqui....sentindo que nada tenho feito para mudar a minha realidade.
Quero descer! Parem o tempo! - repito isso inúmeras vezes, como se fosse possível transformar minha vontade em algo real...
Senti tanto, mas me pergunto se deveria ter sentido e, principalmente, o porquê sinto que preciso sentir novamente! Se tudo acaba, por que começa?
Me impressiono ao ver quem sou hoje em comparação com um ano atrás...Será possível que eu mudei tanto? Isso que é crescer? Isso que é saber?
Acho que tudo veio muito rápido, de uma vez só, perdi o tempo de respirar e, agora, me vejo sem ar, dentro de uma verdade que não sei se é minha, ou pior, não sei se quero que seja...
Quantas pessoas em um único ano, quantas surgiram e já foram, quantas ficarão, quantas risadas e quantas lágrimas.
E quem eu sou no meio disso tudo? O que eu quero? O que eu posso?
Muitas novidades para uma mente só. Só? E quem está só?
Eu quero viver, mesmo sem saber o quê é isso ou como se faz.
Desejo me preocupar menos, me amar mais e dar mais importância a quem merece. Não quero ser boa com as palavras e péssima com as atitudes.
Quero rir e abraçar. Quero alegrar meus pais, quero voltar a ser a melhor amiga da melhor mãe do mundo, quero enxergar o pai que tenho, quero compartilhar confissões com o meu irmão, que precisa tanto de uma irmã, quero passar mais tempo com os meus avós...
Não quero me estressar, mas não posso me cegar perante o errado.
Acho que são simples desejos para uma vida inteira que ainda viverei. E, o melhor, só depende de mim realizá-los.
Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo!
E que assim seja.
Boas vibrações e felizes realizações
E que venha mais um ano, aguardo suas aventuras."
E assim, a menina cerrou os olhos e dormiu.

Sonho.

Eu leio histórias de amor e quero pertencer a elas...
Quero viver aqueles momentos de ternura, de carinho, de confiança.
Certas sensações escaparam pelos meus dedos, ou talvez, nunca as tive, na verdade.
Acho engraçado o poder de destruição de sonhos que algumas pessoas possuem...
Sim, destroem, em poucas palavras, todas as verdades que juraram.
E, por que prometeram?
Melhor não saber.
A única coisa que sei é que, após um tempo, tudo que vivemos sumiu, como um fantasma; começou com uma mentira que se estendeu por tempo demais, mas que fora descoberta, assim, de uma forma bruta, mas necessária.
E, no fim das contas, tudo não passou de nada.
E o sonho de ser transformou-se em outro sonho:
O de sonhar novamente.

sexta-feira, dezembro 24

Natal todo dia.

- Mãe, posso entrar?
- Claro, amor. Tudo bem?
- Tudo...
- Tem certeza?
- Não.
- O que aconteceu?
- Eu quero saber o que é Natal.
- Cada religião contará uma história, cada professor explicará de um jeito e cada pessoa acreditará no que preferir...
- Você ainda não respondeu. Já entendi, posso mudar a pergunta?
- Claro, anjo.
- O que é o Natal para você, mãe?
- Ah! O Natal é o amor que deve reinar em todos os corações durante o ano todo, todos os dias.
- Mas o Natal não é todo dia, é?
- Deveria.
- Como assim?
- O espírito do Natal, que tantas pessoas falam, é o carinho, a união, o perdão, a cooperação, a compreensão...Gestos de afeto, de solidariedade...Tudo que mais falta no mundo, sabe filho?
- Mas, por que as pessoas agem assim só no Natal? É difícil ser bonzinho e tudo mais que você falou durante o ano todo?
- Não, filho. Mas as pessoas são preguiçosas. Elas preferem ter ao invés de ser.
- Espero que eu não seja uma pessoa assim, mãe! Quero ser bom todos os dias do ano. Será que eu consigo?
- Se você consegue? Com certeza! Isso só depende de você.
- Obrigada, mãe. Eu amo você.
- Eu também, meu filho. Mais do que você imagina.




segunda-feira, dezembro 20

02:12

- Ajude-me, ajude-me!
- O que houve?
- Não sinto!
- O quê?
- NADA!
- Como? Nada?
- Fui roubada!
- Do quê você está falando? Ficou louca?
- Roubaram meus sentimentos! Jogaram tudo fora.
- Mas, que estória é essa, querida?
- A minha. Acabou. Deixei de amar.
- Mas você encontrará outro amor.
- Duvido.
- Não duvides...Deseje. Queira amar.

A menina calou-se por alguns instantes. Sua mãe nunca mentiu. Sua mãe sabe.

quarta-feira, dezembro 15

O fim, novamente.

Ela não soube fingir que tudo estava normal. Ela não sabe mentir, não conseguiria aguentar muitos dias em uma farsa armada. Ela ama, mas cansou de sofrer...O amor não é tão cego quanto falam, o amor próprio tem uma visão excelente e, por mais que pareça que tudo desmoronou, um dia, quem sabe, ela entenda que o amor que carrega no peito a salvou de mais uma decepção.
O sonho dela, talvez, ainda fosse vê-lo sorrir dizendo que a ama, mas, nas atuais circunstâncias, dificilmente ela acreditaria em uma palavra dele. Bem que ela gostaria, mas o encanto quebrou e os olhos do coração abriram-se para todas as mentiras contadas por tanto tempo.
Ela, finalmente, soube escolher entre ela e uma parte dele. Ela a escolheu. Ela quer ser feliz, ela, por inteiro. E isso não é egoísmo.
Se ele mudou, por que ela não poderia também?
Ela quer viver e, a partir de hoje, sem ele. SEM.
Ela já disse isso antes, já tentou e falhou...Mas, nessa batalha de sentimentos, nunca é covardia tentar melhorar, nunca é errado arriscar.
Quantos términos como esse ela precisará para finalmente esquecê-lo? Pergunta sem resposta. Assim como tantas outras em sua mente e em seu coração apertado, esmagado pelas rudes palavras dele.
Hoje, ela investiu nela. E, independentemente de quanto tempo isso durar, ela desistiu de sofrer por ele.

Querido Diário.

"A menina deitou-se para sonhar, mas, ao invés disso, disparou a pensar. Pensava em tudo, em todos, em nada, em alguma coisa. Ela não sabia o que tinha, mas ela não estava bem. Então, começou a procurar o que não tinha. Pouco se importava em ser amada da mesma forma que outrora, mas desejava amar, e mais do que antes.
Faltava isso na vida da menina: sentir o calafrio, o calor, misturados. Sentir borboletas em seu estômago, causando um sorriso sincero, todas as vezes que lembrasse dele. Querer estar junto dois minutos após ter ido embora, sentir saudade só para abraçar novamente no fim da semana.
Há tempo ela não sente. Há tempo ela não ama. E isso começou a apavorá-la, ela dizia para seu coração: "Ei, tum tum, por que você não se apaixona?"
Por noites ela não conseguiu ouvir qualquer resposta...Estava triste, magoada, desmotivada.
Então, quando menos esperava, seu companheiro bateu mais forte, ele queria falar e ela adoraria escutar, mas o medo a impediu de tentar.
Seu coração insistia, insistia, mas a menina não ligava mais, estava presa a suas leituras, aos seus sonhos de mulher.
Em um dia não tão belo, recebeu um bilhete. Exato, não abriu.
Passaram dias, noites, semanas, meses e a menina desistira de encontrar aquilo que faltava."
O amor sempre esteve lá e continuará no mesmo lugar. O problema? A menina não quis expor o que sentia, não quis doar seu amor a quem amava, não ouviu seu coração, não leu a declaração do menino, então, seu amor virou uma fantasia, deixou de ser real, pelo (não tão) simples fato que ela quis guardar o que não se guarda.

domingo, dezembro 12

Don't get me wrong.

O que você quer? O que você espera? É só enganação, um jogo?
Eu cansei. Você sumiu. Eu me recuperei. Você apareceu. Confundiu meus sentimentos, abalou os meus conceitos. Não sei se quero lhe esquecer, mas não sei se posso lhe amar. São tantas dúvidas que me assombram, tantas incertezas...
Jurei que havia lhe esquecido, menti.
Pensei saber viver sem você, me enganei.
Às vezes, me pergunto qual é o problema em lhe amar, dificilmente acho algo errado, mas,constantemente, imagino que não se deve amar quem não nos ama. Podemos até sofrer, mas nunca procurarmos o sofrimento, nunca instigá-lo, alimentá-lo.
Eu não sei aceitar uma parte de algo que já tive por inteiro.

sábado, dezembro 11

Mas.

Eu quero amar você
Mas, apenas se você me amar.
Eu quero sentir você
Mas, apenas se eu for a única a lhe sentir.
Eu quero você,
Mas, apenas se você me quiser.
Eu quero sorrir
Mas, apenas se puder ser um dos motivos da sua alegria.

Eu quero que você queira
E isso não é possível...

Aprendi que você é livre
Então, voe...
Quem sabe, um dia, eu possa chegar aonde você está

E, lá no alto, talvez você venha a me amar.

sexta-feira, dezembro 10

Amoródio.

É o nome do que sinto.
Afinal, o que separa o amor do ódio?
Qual a diferença entre eles?

Normalmente, ama-se amar, mas odeia-se odiar?

E o que é o amor, se não o ódio trabalhado?
E o que dizer do ódio: seria o resultado de um amor mal amado?


quarta-feira, dezembro 8

Chuva.

Os trovões me assustaram.
A tempestade que começou abalou meus conceitos.
A velocidade com que o clima mudou causou calafrios.

Quis correr, quis gritar, quis fugir.
De nada adiantaria, a chuva não passaria.
O vento não deixaria de assoviar...

Então, resolvi ouvir.
Resolvi sentir.
Aceitar.

O vento me trouxe pensamentos, lembranças.
O barulho das pequenas gotas de chuva me trouxe a tranquilidade que estava distante.
O arrepio de frio me fez lembrar que estou vida.

A luz do relâmpago me ajudou a perceber que nem tudo que parece uma tempestade realmente é.
E que, se for, nem toda tempestade é ruim, pois algumas são capazes de lavar almas...
Me ajudou a enxergar, não simplesmente olhar.
Conseguiu com que eu fosse e, não apenas, pensasse em ser.



Pedido.

Não sei dizer como me sinto, pois não sei o que estou sentindo. Achei que tivesse aprendido a viver sem você, mas vejo que me enganei. Ou será que estou me enganando agora? Achando que ainda amo você, quando, na verdade, só estou acostumada a amar você. Seria fácil se você me desse pistas do quer, afinal, ainda não sei ler pensamentos ou decifrar mentes...Sinto que nossa história precisa de muitas páginas ainda, mas não estou com vontade de escrevê-las sozinha (e nem poderia). Então, faça-me um favor: ame-me de verdade, da maneira como você fez um dia, ou deixe-me em paz, esqueça-me, como, até hoje, você não foi capaz.

Acordei.

Mas preferia estar sonhando, perdida nas memórias inconscientes que adoraria lembrar.

domingo, dezembro 5

Então, é isso?

Um dia inesperado. Um encontro. A mistura da saudade com o carinho. A lembrança.
Sem pensar em consequências, ela caiu em seus braços e abraços. Cedeu ao encanto, a palavra:
- Ninguém será capaz de abraçá-la como eu sempre fiz. Porque sou eu com você, porque é você em mim.
E a tarde foi repleta de lembranças, de sensações que voltaram com tudo.
Até que ele falou:
- Sempre senti que éramos apenas os dois. Só. Tentei lhe esquecer, não consegui.
Ela não é mais a mesma, mas ela resolveu aceitar o fato: Ela também o ama.
E entre conversas e beijos apaixonados, memórias revividas e confissões únicas, o menino, já sem a máscara que cobria seu ser outrora, perguntou:
- Então, isso que é amor de verdade?
Ela, sem medo, apenas acrescentou:
- Se não fosse, não estaria aqui.

Voltas.

Nas voltas do mundo me perdi...
Tentei encontrar o que estava dentro de mim,
Quieto. Escondido. Bem (?) guardado.

Meu mundo virou de novo
E minha caixa abriu.
(Re)Lembrei. (Re)Vivi.

Amei como se o mundo tivesse parado
Naquele dia, naquela hora,
Naquela primeira declaração.

Por um segundo
Esqueci seus erros
Imaginei os risos
Senti.

Me encontrei no seu calor.
Assumi, mesmo que tenha sido por pouco tempo,
Que, na verdade,
Eu nunca lhe esqueci!