quarta-feira, dezembro 15

Querido Diário.

"A menina deitou-se para sonhar, mas, ao invés disso, disparou a pensar. Pensava em tudo, em todos, em nada, em alguma coisa. Ela não sabia o que tinha, mas ela não estava bem. Então, começou a procurar o que não tinha. Pouco se importava em ser amada da mesma forma que outrora, mas desejava amar, e mais do que antes.
Faltava isso na vida da menina: sentir o calafrio, o calor, misturados. Sentir borboletas em seu estômago, causando um sorriso sincero, todas as vezes que lembrasse dele. Querer estar junto dois minutos após ter ido embora, sentir saudade só para abraçar novamente no fim da semana.
Há tempo ela não sente. Há tempo ela não ama. E isso começou a apavorá-la, ela dizia para seu coração: "Ei, tum tum, por que você não se apaixona?"
Por noites ela não conseguiu ouvir qualquer resposta...Estava triste, magoada, desmotivada.
Então, quando menos esperava, seu companheiro bateu mais forte, ele queria falar e ela adoraria escutar, mas o medo a impediu de tentar.
Seu coração insistia, insistia, mas a menina não ligava mais, estava presa a suas leituras, aos seus sonhos de mulher.
Em um dia não tão belo, recebeu um bilhete. Exato, não abriu.
Passaram dias, noites, semanas, meses e a menina desistira de encontrar aquilo que faltava."
O amor sempre esteve lá e continuará no mesmo lugar. O problema? A menina não quis expor o que sentia, não quis doar seu amor a quem amava, não ouviu seu coração, não leu a declaração do menino, então, seu amor virou uma fantasia, deixou de ser real, pelo (não tão) simples fato que ela quis guardar o que não se guarda.

Nenhum comentário:

Postar um comentário