terça-feira, fevereiro 21

A dor.

Volto a escrever por um único motivo.
O mesmo que sempre me impulsionou: a dor.
A dor ataca.
Vem de todos os lugares, principalmente os quais não imaginávamos.
Vem a qualquer hora, especialmente nas que menos esperávamos.
Crescer com alguém.
Um segundo pai.
Vê-lo sorrir em um dia.
Vê-lo desacordado no seguinte, cheio de tubos, "vivendo" por equipamentos.
Lágrimas tentam levar a dor, mas nada se vai, apenas volta.
Aceitar é difícil.
Aprendo, da pior maneira, que ler sobre isso é fácil.
Que tentar entender a dor alheia é simples.
Mas que sentir é quase insuportável.
Só não o é, porque as pessoas ao redor precisam de mais força do que eu.
De determinação. De luz.
Considero-me esperançosa (às vezes, até demais), porém a realidade domina minha visão, meu coração.
Entrego a Deus e aos superiores.
Eles sabem melhor do que eu.
Eles, talvez, me ensinem a dominar o meu egoísmo de encarnada e deixá-Lo continuar sua missão em outro plano.
Rezo, com a certeza de que o futuro será de luz e que o novo caminho de uma longa jornada será de paz.
Levo, comigo, momentos bons, lembranças alegres, sorrisos sinceros e, principalmente, amor, carinho e força de vontade.
Aprendi que basta querer e correr atrás. Ser determinado. Não desistir.
Não importa sua idade, seus obstáculos, sempre vale a pena.
Não há hora para voltar à escola, não há idade que impeça alguém de conseguir um diploma.
Não há força física que rotule a força de um homem!
Não há remédio, médico ou qualquer especialista que defina a vontade de viver que encontrei no meu avô.
Que os anjos e os mentores auxiliem, não só a ele, mas aos que ficam, aos saudosos.
Encerro com as mais belas palavras e a mais linda lição que ouvi:
Somos educados a receber a vida, não a entregá-la.
E que seja feita a vontade do Pai.