segunda-feira, outubro 8

Depressão pré segunda década:


Às vésperas de mais um aniversário, mas não exatamente levando isso como ponto de partida, deparo-me com um grave problema: a decepção por ser comum. É isso mesmo. A tristeza em perceber que, por mais que eu queira, eu continuo sendo “apenas mais uma”: o que quero fazer, o que estou fazendo, o que consigo concluir, nada mais são do que meros passos para a “não-chegada”. Quero dizer, um caminho que parece sempre levar à mesmice. Uma estrada que não mais encanta, pois está repleta de decepções internas.

Essa eterna mania de achar que a grama do vizinho é mais verde que a minha chegou a um ponto sério. Essa insatisfação me consome um pouco mais a cada dia e a minha maior dificuldade é saber aceitar as diferenças e, a partir das mesmas, melhorar. Mas não, continuo estagnada. Julgo-me incapaz e continuo sempre a mesma pessoa comum.

Não me refiro à fama, ao luxo ou bens materiais que possam ser exibidos por aí, mas sim ao reconhecimento. Mas eu mesma sou contraditória, pois exijo reconhecimento por algo que tenho certeza que não fui capaz de alcançar. Aceito responsabilidades, encaro novos desafios...mas, no fim, nada faço direito. Chego a me perguntar: por que mesmo eu aceitei isso?

Assim como este “relato”, meus dias também parecem passar em círculos. Um nada que leva a lugar algum e que não gera conclusão. 

segunda-feira, março 12

Começo.

Sim, considero,
Por mais doloroso que seja,
Por mais triste que seja,
Por mais saudoso que seja,
Que esse é mais um começo.

Mais um anjo no plano espiritual.
Uma estrela que iluminará a todos nós.
Uma luz, que já era forte e intensa na Terra
E que será ainda mais poderosa em outro mundo.

Obrigada por ter sido quem É!
Levo comigo seus sorrisos, seus ensinamentos, sua broncas, seus conselhos.
Você foi o melhor avô da história!
Você proporcionou aos seus familiares momentos de valor inestimável.

Obrigada, obrigada, obrigada.

Que você tenha uma estada serena e tranquila em seu novo plano.
E que sempre lembre que nós aqui o amaremos eternamente.

Com amor,
sua neta.

terça-feira, fevereiro 21

A dor.

Volto a escrever por um único motivo.
O mesmo que sempre me impulsionou: a dor.
A dor ataca.
Vem de todos os lugares, principalmente os quais não imaginávamos.
Vem a qualquer hora, especialmente nas que menos esperávamos.
Crescer com alguém.
Um segundo pai.
Vê-lo sorrir em um dia.
Vê-lo desacordado no seguinte, cheio de tubos, "vivendo" por equipamentos.
Lágrimas tentam levar a dor, mas nada se vai, apenas volta.
Aceitar é difícil.
Aprendo, da pior maneira, que ler sobre isso é fácil.
Que tentar entender a dor alheia é simples.
Mas que sentir é quase insuportável.
Só não o é, porque as pessoas ao redor precisam de mais força do que eu.
De determinação. De luz.
Considero-me esperançosa (às vezes, até demais), porém a realidade domina minha visão, meu coração.
Entrego a Deus e aos superiores.
Eles sabem melhor do que eu.
Eles, talvez, me ensinem a dominar o meu egoísmo de encarnada e deixá-Lo continuar sua missão em outro plano.
Rezo, com a certeza de que o futuro será de luz e que o novo caminho de uma longa jornada será de paz.
Levo, comigo, momentos bons, lembranças alegres, sorrisos sinceros e, principalmente, amor, carinho e força de vontade.
Aprendi que basta querer e correr atrás. Ser determinado. Não desistir.
Não importa sua idade, seus obstáculos, sempre vale a pena.
Não há hora para voltar à escola, não há idade que impeça alguém de conseguir um diploma.
Não há força física que rotule a força de um homem!
Não há remédio, médico ou qualquer especialista que defina a vontade de viver que encontrei no meu avô.
Que os anjos e os mentores auxiliem, não só a ele, mas aos que ficam, aos saudosos.
Encerro com as mais belas palavras e a mais linda lição que ouvi:
Somos educados a receber a vida, não a entregá-la.
E que seja feita a vontade do Pai.

quarta-feira, abril 13

Novidade!

A menina tem buscado palavras para explicar sua nova rotina, mas tudo que encontra são sorrisos recentes, lembranças 'fresquinhas' e uma saudade deliciosa de sentir.
O que aconteceu?
Depois de muito tempo, a menina decidiu abrir os olhos de seu coração.
O que enxergou?
Uma possibilidade. Uma pessoa disposta a ajudá-la. Um novo caminho.
Tem se arriscado mais a cada dia.
São poucos os medos e dúvidas que a assombram.
Todo dia é um novo detalhe que faz a maior diferença.
Dessa vez, ela é cautelosa, cuidadosa. Aprendeu a valorizar o outro.
Respeita aquele que, até então, foi o primeiro a vê-la como ela realmente é.
A parte boa?
Ele gostou.
A menina?
Fecha os olhos e imagina mãos dadas, doces beijos, amorosos abraços.
Do amanhã não sabe...
Mas tem certeza que 'o hoje' não é sonho.

quinta-feira, abril 7

.

Faz tempo.
Que o amor
É um tópico
Utópico.

quinta-feira, março 24

Again.

Quando menos esperava, a menina teve uma surpresa.
Não sabe o que lhe aconteceu, mas tem certeza que algo mudou.
Sorriu ao imaginar.
Alegrou-se por acreditar novamente.
Acalmou-se.
Olhou para o céu e pôde sentir o brilho das estrelas em seus olhos.

quarta-feira, março 23

Sensação.

Um dia normal
(Não para ela)
Um sorriso surgindo
(Em seu rosto)
A esperança renascendo
(Em seu coração)

sexta-feira, fevereiro 18

Lendo por sites aleatórios (e, confesso, inúteis), deparei-me com a seguinte frase:

“Pertenço a (‘link’ com o suposto ‘perfil’ de alguém)”

Alguém pode pertencer a outra pessoa?

Digo, se você namora, vira propriedade privada?

Ganha um dono ao invés de um namorado?

E a individualidade?

Uma pessoa não é uma ‘metade de gente’ que precisa de outra metade para viver.

Todo ser humano é completo. Ele se relaciona para somar, não para transformar-se no outro.

domingo, janeiro 30

Vilã.

Toda história tem sempre aquela pessoa que é boa demais e só leva na cara e aquela que dá na cara dos outros.
Por que?
Talvez pior do que o fato de que existam pessoas assim na vida real, é sentir-se o mau da vez.
A menina não sabe o que mudou dentro dela, não sabe o que tenta desesperadamente sentir e não sente...Mas sabe que algo está diferente. E toda essa diferença fez mal para outras pessoas.
A menina, que sempre foi a mais boba, conseguiu reconhecer a causa do sofrimento alheio em si mesma hoje. E que dor ela sentiu!
Como dói saber que alguém chorou por causa dela, alguém sofre, alguém gosta de ela de uma maneira que a assusta, pelo (não tão simples fato) que nunca a amaram assim.
Ela está perdida. Ela está confusa.
Por que tudo o que sempre pediu e reclamou por não ter, hoje, não a faz feliz?
Por que ela sonhava viver essa realidade e, quando a conquistou, tudo mais parece um pesadelo?
A menina fez alguém sofrer. E isso, é impossível de perdoar.

segunda-feira, janeiro 17

Sozinha

Desenvolveu-se em um local pouco provável. Sem companheiras por perto. Todos os dias, dezenas de carros passam por suas raízes, mas nada que consiga abalar sua força e resistência. Nada que mude a sua vontade de estar ali: realizada, bela, repleta de pequenos frutos e folhas de um verde admirável.

Ela é linda e destaca-se justamente pelo fato de estar sozinha no asfalto e cheia de companhias em seu interior.

Que seja possível, assim como para esta árvore, que as pessoas enxerguem possibilidades onde, a primeira vista, pareça impossível.



Praia dos Coqueiros - Florianópolis/SC


domingo, janeiro 9

E se for para pensar...

A menina está longe de casa, tentando aproveitar um tempo de descanso.
Esqueceu de preocupações de trabalho e estudos, mas uma nova onda de pensamentos passou a fazer parte da sua vida:
Por que um homem ama uma mulher? Ou vice-versa?
Como funciona essa história de amar UMA pessoa quando existem tantas no mundo?
Será que é verdade quando alguém diz que ama?
Sempre existirá alguém mais bonito, mais elegante, mais carinhoso...então, como é essa história de amor?
O que é esse sentimento que faz com que os corações sejam capazes de cegar os olhos para as demais pessoais do planeta?
Como é possível encantar-se por alguém e ser fiel a essa pessoa?
Pelas experiências da menina, ela sente que tudo que diziam ser amor, acaba.
Essa reflexão não terminou ainda...
Mas a menina não sabe se quer continuar a pensar nisso.