terça-feira, setembro 21

Seven.

O que te faz sonhar?
O que te impulsiona a continuar?
Que força não deixa você desistir?

Como você encara o próximo passo depois de uma queda?
Melhor,
Como você cai?

21.

E, um dia, tudo desmorona...

Cai,
Como as folhas de outono
Que não mais sentem a necessidade de serem fixas nos galhos.

Solta-se,
Como o filhote que decide voar sozinho,
Sem as asas da mãe
Mas, não consegue subir.

Suspiro.

Eu tenho vontade de gritar.
Gritar até perder a voz.
Gritar para mandar embora tudo o que sinto.
Gritar para afastar os medos.
Gritar para me esconder deles.
Para me esconder de mim.
Gritar, enfim,
Para lhe esquecer.

quarta-feira, setembro 8

Pseudo.

Mas se você monta um conto de fadas e faz com que ele seja real, a história é uma e passa a fazer sentido...
Se você finge que é principe e não sabe se portar como um, é outra completamente diferente.

terça-feira, setembro 7

After 5.

Tudo que acontece tem uma razão
Ou, pelo menos, é o que dizem...
Motivos não faltam para eu acreditar que valeu a pena
Que, foi para você, tão importante quanto foi para mim

Porém me pergunto:
Por que não agir da mesma forma até o fim?
Por que não justificar?
Por que não provar o que havia dito?

Seus atos não comprovam suas palavras.
Sinto muito se faço um julgamento errado, mas...

O seu silêncio me trouxe o que eu não queria saber.

domingo, setembro 5

Sonhar?

Perdi a linha divisória entre o sonhar e o viver
Achei que o que vivia fosse um devaneio
Era real, mas parecia um sonho.

O que é real?
O que foi verdade?
Imaginei longe
Realizei pouco.

Querer, conseguir e...
Desistir?
Por que essa é a cronologia dos fatos?

Enganação.
Dúvida.
Decepção.

Sumi. Sumiu. Suma!
Sonhei quando deveria viver
Vivo, agora, com medo de sonhar.

sábado, setembro 4

Até logo.

O adeus era tenebroso
O medo era maior que a vontade
A luta perdeu o sentido
A vida que planejei
Mostrou-me que não se deve planejar.

Errei
Criei expectativas
E encontrei decepções.

A perda era inaceitável
Inimaginável, talvez
Mas...
Inevitável.

O receio de 'ficar sem' impediu que eu falasse
Com o tempo,
O nada foi tudo que sobrou.

Por que? Porque...

Quando a vida pediu passagem,
Eu cedi.
Quando você pediu espaço,
Eu me afastei.
Quando eu sofri,
Eu aprendi...

Por que, agora, nada faz sentido?
Por que eu não consigo acreditar nas palavras que ouço?
Por que, de repente, as minhas novas certezas viraram dúvidas?

Não consigo decidir, não sei escolher.
O que sentir?
O que querer?
O que conseguir...

Sinto como se pudesse ser mais, fazer mais,
Mas temo as consequências
Não consigo imaginar,
As vezes, parece que não sinto nada, na verdade.

Apavoro-me.

Avulso.

Eu não sei o que acontece
Mas nada me fascina mais
Meus sonhos evaporam como água
Voam para longe
E não fazem questão alguma de voltar

O gelo queima como fogo
O calor arrepia como o frio do inverno
Meu mundo está ao contrário
Minha mente pede auxílio
Mas não encontra respostas

O que era certo se perdeu no tempo
E o que era? Se era? Será que essa vida erra?
E enquanto isso,
Eu me perco
Sem pretensão alguma de me encontrar.

Avenida Paulista.