segunda-feira, outubro 8

Depressão pré segunda década:


Às vésperas de mais um aniversário, mas não exatamente levando isso como ponto de partida, deparo-me com um grave problema: a decepção por ser comum. É isso mesmo. A tristeza em perceber que, por mais que eu queira, eu continuo sendo “apenas mais uma”: o que quero fazer, o que estou fazendo, o que consigo concluir, nada mais são do que meros passos para a “não-chegada”. Quero dizer, um caminho que parece sempre levar à mesmice. Uma estrada que não mais encanta, pois está repleta de decepções internas.

Essa eterna mania de achar que a grama do vizinho é mais verde que a minha chegou a um ponto sério. Essa insatisfação me consome um pouco mais a cada dia e a minha maior dificuldade é saber aceitar as diferenças e, a partir das mesmas, melhorar. Mas não, continuo estagnada. Julgo-me incapaz e continuo sempre a mesma pessoa comum.

Não me refiro à fama, ao luxo ou bens materiais que possam ser exibidos por aí, mas sim ao reconhecimento. Mas eu mesma sou contraditória, pois exijo reconhecimento por algo que tenho certeza que não fui capaz de alcançar. Aceito responsabilidades, encaro novos desafios...mas, no fim, nada faço direito. Chego a me perguntar: por que mesmo eu aceitei isso?

Assim como este “relato”, meus dias também parecem passar em círculos. Um nada que leva a lugar algum e que não gera conclusão.