quarta-feira, dezembro 8

Chuva.

Os trovões me assustaram.
A tempestade que começou abalou meus conceitos.
A velocidade com que o clima mudou causou calafrios.

Quis correr, quis gritar, quis fugir.
De nada adiantaria, a chuva não passaria.
O vento não deixaria de assoviar...

Então, resolvi ouvir.
Resolvi sentir.
Aceitar.

O vento me trouxe pensamentos, lembranças.
O barulho das pequenas gotas de chuva me trouxe a tranquilidade que estava distante.
O arrepio de frio me fez lembrar que estou vida.

A luz do relâmpago me ajudou a perceber que nem tudo que parece uma tempestade realmente é.
E que, se for, nem toda tempestade é ruim, pois algumas são capazes de lavar almas...
Me ajudou a enxergar, não simplesmente olhar.
Conseguiu com que eu fosse e, não apenas, pensasse em ser.



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