Era um dia de inverno, mas um inverno não muito frio.
Um dia chuvoso. Um dia triste.
E ela olhava pela janela, intensa.
Ele já não sabia o que fazer para explicar que tudo tem um início, meio e fim. Claro, nem tudo precisa ter um fim, mas, naquele momento, ele não via o porquê continuar com aquele 'meio'...
Ela não tinha palavras. Amava mais do que qualquer dia imaginou, sentia, ao vê-lo, doces sensações, sorria só em saber que ele era feliz. Era puro. Verdadeiro.
Mas ele não sentia o mesmo. Ele costumava dizer que não era 'a mesma coisa'.
Ela chorou. Discreta. Enxugou as lágrimas e virou para ele:
- Eu não quero esquecer você. Eu sinto muito. Não consigo imaginar a minha vida sem os seus olhos, sem o seu sorriso. Já passei por términos, mas com você é diferente. Não suporto a ideia de viver ao lado de outra pessoa. Não aguento imaginar os seus lábios dizendo 'eu amo você' para outra. Desculpe, mas eu não entendo. Não me recrimine por não querer esquecê-lo. Peça que eu suma, que eu não lhe procure...mas nunca peça que eu finja que nada aconteceu.
Ele gelou. Não imaginava que ela pudesse ser tão sincera. Ele adorou o tempo ao seu lado, mas estava em dúvida. O relacionamento ficou sério demais para o que ele estava acostumado. Ele tinha medo. Medo de amar de verdade.
Mas ela já amava e estava disposta a esperar:
- Não precisa dizer nada, você sabe que estarei aqui. O dia que você entender que não é errado, me procure. Eu prometi e cumprirei.
Ela saiu do apartamento. Não adiantaria pressioná-lo, pedir para voltar. Não foi a primeira vez que conversaram sobre isso e ela conhecia ele. Conhecia muito bem. Sabia que ele não mudaria de ideia tão rápido.
Assim que ela foi, ele chorou. Chorou como nunca havia feito. Lágrimas de amor escorriam pela sua face. Talvez, ele tenha perdido a única mulher que realmente entendeu quem ele era.
adorei as palavras Ni!!!
ResponderExcluirbeijos,
Mariah