Medo. Sim, assumo. Tenho medo. Diria até, muito medo.
Nos últimos tempos, tudo que sinto é vago. Tudo é momentâneo. Nada me é certo.
Imaginei que, talvez, as situações melhorariam as sensações...
Mas, pelo contrário, a cada vez que acredito ter uma razão para sorrir, tudo desmorona...não, não consigo sorrir como antes.
Por que?
Porque meu sorriso era ingênuo, era confiante.
Hoje, já não sei de nada.
Acho graça de uma piada, mas lembro que poderia contá-la para alguém...porém não há quem queira ouvir.
Passo por provas, apresentações, entrevistas e quero compartilhar, quero dividir experiências...mas, novamente, não há ouvidos sinceros.
Ora essa, do que eu tanto reclamo?
Do fato de não entender como a vida funciona. Quais são suas fórmulas mágicas e de qual maneira ela é abastecida.
Medo do futuro. Medo do que me espera.
Medo, por que roubaste-me de mim?
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