A menina quis sumir um pouco, visitar outros lugares, sair da cidade de sempre...
Em busca de sua tranquilidade, deparou-se com mais um problema: sua aparência.
Entre pessoas desconhecidas, olha-se e sente-se mal.
Ela não é igual as outras...
E isso a faz sofrer consigo mesma.
Inventa promessas para o dia seguinte, para o futuro, para a vida.
Nada que faça parece relevante perante a aparência. Ninguém olha para seu histórico, olham para seu corpo, ou melhor, não olham.
Mas ela não se sente ignorada, pior, ela sente que zombam, ela sente que é um monstro perdido na areia, um monstro que não deveria ter coragem de aparecer em público.
Sofre sozinha, pois não pode falar o que sente. E, mesmo que tentasse, talvez ninguém entenderia.
A cada hora, parece que erra mais, mesmo sem mover um dedo...
Sua respiração parece um problema para os outros. Mas ninguém a disse isso, ela simplesmente sente assim.
A esperança que sentia, escondeu-se.
E a menina ainda não faz ideia onde.
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